Uma questão de tempo
Não vai ser este "caso" que acabará com este governo. Mas fica claro que, através de uma coisa pequena, o primeiro ministro irrita-se e fala logo num tom bem mais agressivo. Não pela via dos papéis que não sabia, não se lembra, ou não chegaram a tempo... Mas pela via da pressão sobre os jornalistas. No final, em quem realmente acreditam os portugueses: José Socrates que diz falar pouco com os jornalistas ou Francisco Sarsfield Cabral dizendo que o gabinete do PM atirou o barro à parede, numa alusão aos tribunais por publicar uma notícia? É esta a diferença (felizmente) : a credibilidade das pessoas. Esta, custa muito a ganhar, e demora muitos anos, muitas decisões sérias, sem percursos titubeantes, ao sabor dos "ares do tempo". A nuvem parece que foi embora, mas ela volta. Mais cedo ou mais tarde.
