Eles sabem discutir, eles nao se insultam
Debate televisivo entre líderes do Bloco de Esquerda e do CDS/PP Portas e Louçã travaram debate aceso a propósito do aborto e da banca
Lusa
O líder do CDS/PP, Paulo Portas, e o dirigente do Bloco de Esquerda (BE) Francisco Louçã travaram ontem à noite um debate aceso na SIC Notícias, com troca de acusações a propósito do aborto e da banca.No final do debate, que durou cerca de uma hora, Paulo Portas acusou o BE de não defender o direito a nascer e Francisco Louçã reagiu, argumentando que o líder do CDS/PP "não tem direito a falar de vida"."Há uma vida que tem o direito a nascer ou não, de acordo com o BE não tem, de acordo connosco tem", disse Paulo Portas, para justificar a posição do CDS/PP a favor do "actual quadro legal" que penaliza o aborto com pena de prisão de até três anos."Não me fale de vida, não tem direito a falar de vida", interrompeu o dirigente do BE."Quem é o senhor para me dar ou não o direito de falar?", protestou Paulo Portas, levando Louçã a responder: "O senhor não sabe o que é gerar uma vida. Eu tenho uma filha. Sei o que é o sorriso de uma criança".Antes, a propósito das tributações à banca, Francisco Louçã considerou que "o país está a ser roubado", por Bagão Félix ter fixado em 15 por cento o pagamento de IRC por aquele sector.Paulo Portas reagiu, afirmando que o dirigente do BE estava a "radicalizar" o debate e, perante a insistência de Francisco Louçã para que respondesse àquele assunto, declarou: "Não ponha esse ar, porque não é nem mais nem menos do que eu" e "não estique o dedo porque não é preciso".O líder do CDS/PP acabou por abordar a matéria, considerando 15 por cento um valor razoável e sustentando que "não se pode querer que se faça a justiça toda num dia e de caminho abandonar o crescimento económico". http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1213682&idCanal=24
"O senhor não sabe o que é gerar uma vida. Eu tenho uma filha. Sei o que é o sorriso de uma criança".
Realmente é assim que se mata uma discussao, com a arrogância do costume.
Os outros nunca sabem nada, nao geraram vida, nao têm filhas, nao sabem o que é o sorriso de uma criança. Só o bloco é que sabe. Só bloco é que percebe a pobreza, entende a miséria e resolve a fome. Só o bloco pode invadir as reunioes camarárias, prender o Pacheco Pereira e libertar a palestina. Só o bloco é que pensa com a sua horda de bem feitores. E ai de quem se meta com eles. Vem logo a liga bloquista, trotskista, maoista defender os seus, arautos e paladinos da moral. Exemplo de isto foi o que se passou com nao-sei-quantas assinaturas de uns ilustres para escrever isto: http://jornal.publico.pt/2005/01/08/MilFolhas/TLCRT01.html .
Dá a sensaçao que Filomena Mónica lhes ganha aos pontos. E sózinha. Nem com um exército lhe ganhariam. Porque o problema é mesmo esse. Levaram "a coisa" como se de um jogo, uma guerra se tratasse. E claro, lá tiveram que pedinchar umas assinaturas da vanguarda pós moderna para "vencer". Erro.

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