Um blog de Filipe Figueiredo

quinta-feira, fevereiro 17, 2005


Bush


Um dos argumentos na campanha eleitoral dos estados unidos para nao votar Bush era a classe artística. Poucos realizadores/actores de Hollywood iriam votar Bush. Aliás, dos poucos artistas que apoiavam Bush, um deles, Mel Gibson passou a ser classificado como ultra-direitista e Britney Spears como menos-válida intelectual, e "coitadinha da miúda". Pior: aqui na Europa chegou-se mesmo a dizer que a melhor parte dos estados unidos, isto é: zonas litorais e artistas tinham votado Kerry. Arrogância europeia. Como se uns fossem melhores do que outros. Agora, este cartaz vai estar em frente à sala de espectaculos Kodak na cerimónia dos oscares. É o efeito Boomerang.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Interessante. Não podemos, no entanto, deixar de efectuar uma análise (que vale o que vale) aos resultados das eleições nos EUA. Apesar de em Democracia um voto ser, efectivamente um voto, é preciso não confundir este princípio com o facto de existir uma "anatomia" própria das votações. Isto é: a América cultural e intelectualmente mais avançada (as pessoas pertencentes às instituições tecnológicas, Universidades, centros de saber, meio cultural e, em geral, com relevância em diversas áreas, da saúde à educação, da ciência ao meio empresarial) apoiavam, esmagadoramente Kerry. A América profunda, que não sabe onde fica a Europa (nem nenhum outro lugar do mundo) e que vive virada unicamente para si, para dentro, rural, que compreende melhor o discurso belicista (por serem mais "primários") votou maioritariamente em Bush. Em democracia ganha (por princípio) quem tiver mais votos. Foi esse o caso de Bush e não existe nada a apontar relativamente a esta questão. Contudo, pergunto: Nos EUA, nas mais diversas instituições do poder publico ou privado, quem é que toma as decisões??? quem é que, de facto, em Democracia faz avançar o gigante?? penso que, no que respeita à estratégia, é o primeiro grupo que referi (e que, depois condiciona a acção do segundo grupo). Nesse sentido, é relativamente indiferente, para estas questões, quem é o Presidente dos EUA. Contudo, ele tem um poder muito especial: o de fazer a guerra e decretar a paz. É esse o grande poder que o Presidente tem e ao usá-lo como BUSH o fez, condiciona, de forma directa as opções de política económica que o País tem. Neste caso, uma questão de política externa vai ter consequências enormes na economia interna dos EUA (e, por consequência, no mundo).. e isso pode não ser bom!!!!

5:14 p.m.

 

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